11.4.08

Por Enquanto


Olá queridos! Antes de mais nada, quero me desculpar pela ausência e pelo silêncio das minhas próprias palavras. Dias difíceis, mas a vida segue o seu fluxo. Estou de volta, bola pra frente.

Sabe o post imediatamente anterior a este (que escrevo)? Não foi colocado ali à toa. Como vivia me repetindo o Mestre Honey: “num bom roteiro, nenhuma palavra, objeto, ação, reação pode ser destituída de algum sentido”. São máximas, como essa, que eu tento aplicar ao blog...embora faça questão de frisar que o meu compromisso é com a verdade, a criatividade e a poesia das coisas.

Estava na academia fortalecendo meu “excesso de gostosura”, quando essa música – que tem como título Por Enquanto (autoria de Renato Russo) – tocou. Não era a minha versão preferida, a da Cássia Eller...Não identifiquei a cantora: se era Vanessa da Mata ou Zélia Duncan. Isso não vem ao caso, já a letra era a mesma e invadiu a minha alma, como sempre acontece quando a ouço ser executada.

Detesto qualquer tipo de eleição que seja determinante. Por exemplo: Qual o filme da sua vida? Quais as 10 músicas que marcam a sua história? Que livro está intimamente ligado ao que você sente? Ai, gente! Somos tantos dentro de nós mesmos! Somos sujeitos à mudanças de todos os tipos, que fica difícil definir-se em uma lista definitiva dos mais mais. Porém, a importância que essa canção em particular tem na minha vida é inequívoca e inegável. Nos meus papos com o Luke, a gente sempre comenta que certos cheiros, gostos e canções tem o poder de te levar à lugares mágicos e tempos perdidos. A tal viagem do pensamento.

Por Enquanto marcou em tons suaves 2002, o ano mais espetacular da minha vida so far. Durante praticamente dois meses (ou mais), eu e as duas pessoas que mais amava na época, dormíamos noite após noite embalados pelas canções do CD Acústico MTV. Não era puro masoquismo, já que ou era esse CD ou Enya, que detesto até o último fio de cabelo da alma arrepiada! Morávamos em New Jersey e tudo lá parecia pertencer a um mundo paralelo. Essa canção se transformou na trilha da nossas vidas, da nossa viagem, da nossa aventura com data certa para terminar. Ficaram as doces lembranças, o sonho de reviver algo com “sabor” parecido e a música, que tem o dom de nos transportar para aquele lugar secreto e cheio de sentido. Foi ali que eu entendi que o “pra sempre”, sempre acaba. Mesmo. E que, portanto, devemos viver o melhor de cada situação, mesmo ela sendo ruim.

Hoje voltei a falar com Mestre Honey. Disse a ele:

Bibi: Eu tenho uma visão muito particular sobre a vida.
Mestre Honey: Eu sei.
Bibi: Que bom, porque isso me faz perceber que eu não estou presa (restrita) ao meu universo particular.

Foram as duas das palavras mais simples e mais lindas, que me fizeram sair da inércia da semana e contar mais um pouquinho de mim para vocês.

“Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está; Nem desistir, nem tentar agora tanto faz...Estamos indo de volta pra casa.”

3 comentários:

Bia Bomfim disse...

Essa frase em destaque mexe comigo... e eu não faço idéia do motivo. Beijos!

Lucas Ferraz disse...

Bem.. quem sou eu pra comentar palavras tao sabias?
Um certo filme diz que um De Ja Vu eh um erro na Matrix. Um outro filme mostra uma foto, unica lembraca de uma temporada num certa ilha deserta, escrito por cima "Universo Paralelo".
Uma musica fala de como o pra sempre sempre acaba. Outra questiona se, ja que o mundo gira, em peh aqui, eu estou de cabeca pra cima ou pra baixo.

uma fala de um tempo. Me remete a um universo paralelo. Outra me leva um carro, um "mart" um estacionamento de um mall.

Eu praticamente desisti de tirar fotos. Percebi que nao tenho fotos dos melhores momentos da minha vida. Talvez seja melhor assim. Eles ficam como eu lembro deles, como eu os percebia.

Acho que voce pode ser tudo, menos restrita. Seu universo eh unico sim. Mas ele conquista todo mundo.

E quem nao tem lembracas trazidas de volta pr uma musica, um cheiro ou mesmo uma lembranca de algo que nunca aconteceu trazida por um De Ja Vu?

Quem nao se perde no seu proprio universo nao consegue valorizar o mundo exterior.

vi um filme uma vez em que havia uma discussao entre duas mulheres. Uma dizia que lembracas serviam apenas para dizer que nos fomos. E a outra retrucava que as lembracas servem para nos dizer quem somos.

Eu acho que quem nos fomos nos diz quem nos somos hoje.

E acho que boa parte do que nos somos vem das pessoas que estiveram ou estao conosco. Dos menores aos maiores momentos. Nada estah ali sem proposito, nao eh verdade.

Entao, vou deixar um conselho que costumo dar as pessoas que vao viajar (E a vida, por si soh, ja nao eh uma viagem?): Preste atencao aos detalhes, aos cheiros, aos sons, a tudo. Sempre que chegar num lugar que vc nunca foi, ande descalca um pouco. Se nao puder, pegue no chao. Ponha a mao inteira, encoste a palma no chao. Olhe as pessoas. Tire fotos, mas nao seja obsecada. As coisas sao como vc as sente, nao como vc as ve.
Pode soar meio batido, mas Carpe Diem. E nao tenha medo. Lembre-se de duas maximas: "audaces fortuna juvat" (A sorte favorece os destemidos) e "melhor se arrepender do que vc fez do que de nao ter feito".

Saudades da gente. Mas uma saudade saudavel: aquela em que a gente sente saudade, mas eh feliz pq a vida muda e entende que cada um tem sua vida.

Falando em vidas, nao sei quantas vidas a gente tem. Mas quero ler seu blog por toda a eternidade.

Te amo. Beijo.

Anônimo disse...

Oi Bia!!!!!!
Estou passando para deixar um beijo!!!!!!
Sandra Jaqueline